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Você abriria mão de parte de seu salário por flexibilidade no trabalho?

Você já se perguntou se você realmente pararia de trabalhar e entraria em modo "aposentado" se pudesse trabalhar apenas alguns dias da semana ou algumas semanas por mês?

Não se pode negar que um trabalho é algo importante na vida da grande maioria, basta sintonizar em qualquer noticiário (exemplo) e você verá as longas filas de pessoas em busca de um simples emprego nos dias de crise que vivemos hoje - o que, para nós FIREes, pode ser é um pouco contraditório, uma vez que almejamos justamente nos livrar da obrigação de trabalhar para sobreviver.

Um estudo relativamente recente da Fidelity com Millennials (nascidos entre 1981 e 1996) nos EUA, mostrou que, ao serem perguntados o que é mais importante para você: Benefícios financeiros ou melhor qualidade de vida no trabalho - 58% escolheram o último. Ou seja, mais da metade dos mesmos avaliam mais importantes ao escolher um novo emprego o balanço entre a qualidade de vida no trabalho e entre o tempo no trabalho e fora dele do que o salário propriamente pago pelo cargo.
Além disso, na média, os jovens de lá estão dispostos a deixarem de ganhar $7,600 ao ano (ou mais de 600 dólares ao mês) em troca de uma maior qualidade e mais tempo fora do trabalho.

Se você alguma vez teve uma posição que teve que enfrentar: jornadas de trabalho de 12 horas, um chefe autoritário, microgerenciamento, colegas pretensiosos e arrogantes, sobrecarga de responsabilidades e cobranças, dentre outras, você provavelmente já sabe que o dinheiro dificilmente é tudo em um emprego. 
Quando você reflete sobre isto, um valor X a menos no contracheque não parece ser um número tão significativo quando você considera que esta substituindo o valor monetário por: horários flexíveis, propriedade do seu trabalho, uma certa autonomia, uma política de férias estendida negociada, a opção de trabalhar remotamente 1 ou 2 dias por semana. 

Caso esteja preso em um trabalho como descrito anteriormente, qual seria este valor X mensal que você estaria disposto a deixar de ganhar para ter estes benefícios listados no último parágrafo?




Não deixe de comentar abaixo para elaborar sua resposta da enquete. Por exemplo, gostaríamos de saber de você se lhe fosse dada a opção de trabalhar apenas 2 semanas por mês, você ainda assim buscaria parar de trabalhar ao atingir FIRE?




31 comentários:

  1. Olá AA40,

    No momento atual eu tenho a opção de trabalhar 6h por dia com redução de salário, mas eu preciso de mais grana para atingir a iF mais rápido então vou ficar nas 8h. Pelo menos aqui o horário é flexível e não precisa entrar em um horário fixo.

    Abraços.

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    1. Miragem da IF. Viva agora, aproveite seu tempo, poupe apenas o necessário...

      Eu com 23 anos já alcancei a IeF várias vezes. Trabalho um tempo, junto uma grana, passo meses viajando...Pronto, esse é meu hacking.

      Quando percebi que a "IF definitiva", estaria tão longe, demandaria tanto esforço e tempo, adotei o modelo acima. Show!

      Posso detalhar isso em um post, mas não tenho blog. Abraços!

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    2. Que bom que tens esta opção cowboy. Qual é a redução percentual no caso de vc trabalhar apenas 6h ?

      Anon, acho bem bacana a IF temporária e já pensei em fazer isso. O grande problema que eu acho é que você deixa de ter o tempo ajudando os juros compostos neste caso. Se vc adiar (um pouco, não tudo) o consumo no início da carreira, depois de uns 20 anos o efeito dos juros terá feito muito mais do que para aquele que acumula mais tarde na carreira...mas é uma escolha interessante. Abcs

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    3. Olá Anônimo. O livro "Trabalhe 4 horas por semana" fala em mini aposentadorias que é parecido com o que você faz, mas eu quero a IF definitiva. Eu vivo normal, não faço sacrifício para poupar.

      AA40, é proporcional a redução das horas. Cerca de 33,33%.

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    4. Anon, bacana. Seria legal detalhar pra sabermos mais ou menos com o q vc trabalha e como divide o tempo de desfrute. Particularmente me interrsso bastante pela ideia.

      Abs,
      Ceariba

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    5. Eu só gostaria de saber onde está escrito que a busca pela IF impede alguém de fazer coisas como viajar por exemplo.

      Uma coisa não impede a outra. Esse papo já cansou.

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    6. Não está escrito mas te convido para conversar com meu chefe que nem férias me deixa tirar, ai você talvez entenda sobre o que estamos falando e que sim, o trabalho no meu caso me impede a outra (ter tempo para vida pessoal como viagens mas nao necessariamente só isto)

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    7. Meu comentário nem foi focado em você AA40.

      Foi um comentário geral inspirado no comentário do anônimo 08:44. Tem muita gente que faz comentários ou 8 ou 80.
      Como se todo poupador/aportador/investidor fosse um sofredor pagando uma pena pra atingir um objetivo que não vale a pena.
      Acredito que a maioria não é assim, as pessoas com esse perfil geralmente são naturalmente mais simples e discretas e principalmente por isso mais econômicas.
      Com planejamento acho que possível pra muita gente fazer viagens mesmo que curtas ou outros gastos para seu bem estar.

      Mas isso depende também de escolhas, se seu chefe não lhe dá liberdade disso, ou seu emprego não te proporciona mesmo que poucas vezes esse tipo de benefício, considere a possibilidade de sair dele.

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  2. Olá AA40,

    Não me aventurei em empregos com salários melhores justamente devido a qualidade de vida. Poderia estar ganhando mais. Mas em troca não teria finais de semana, e mesmo algumas noites de tranquilidade que hoje usufruo.

    Prefiro assim.

    Abraço!

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    1. Legal II. Bom ver que as pessoas estão priorizando mais a qualidade de vida do que o emprego. Isto é um bom sinal dos tempos.
      Vc parou para estimar qual o percentual que poderia estar ganhando a mais em outra empresa com menor qualidade de vida? chega a ser significativo? Abcs

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    2. Chega a ser significativo sim. Uma diferença de 1~4 mil reais a mais.

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    3. É realmente é significativo sim II.

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  3. Sou servidor público federal e tenho atualmente uma liberdade de trabalho imensa.
    Funciona da seguinte forma. Quem fica na sede produz X. Se você quiser trabalhar em casa, vc tem que trabalhar X+30%.
    Eu tenho, of course, optado por trabalhar em casa. Ganho eu (fico em casa com a família, não gasto com deslocamento, almoço em casa, agendo médico a hora que quero, levo crianças na escola e busco etc) e ganha a administração (não gasta comigo energia, água, café e ainda ganha 30% a mais de produtividade).
    O único porém é que nem todos podem fazer ao mesmo tempo. Assim, de tempo em tempo vc tem que ir para o escritório. Mas, sempre que posso, estou em home.
    A tendência na administração pública agora será isso. Trabalhar em casa. Diminuição de custos. Inclusive com aluguel de imóvel. Ao invés de alugar imóveis imensos, agora irão alugar algumas salas de reuniões e pronto.
    Abraço!

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    1. Interessante Anon. Mas como é medido estes 30% a mais de produtividade e como isto é controlado?
      Abcs

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    2. A produtividade é medida da seguinte forma. A instituição criou uma tabela que considera o que seria o padrão de produtividade de cada setor.
      Exemplificando: o setor X finaliza três processos por servidor/dia. Ou seja, na sede um servidor realiza no período de uma semana 15 processos.
      Optando por trabalhar uma semana em casa, o servidor do setor X terá que finalizar 20 processos, visto que seriam 15 x 30% = 19,5, que arredondando para cima, totaliza 20.
      Essa tabela de produtividade considera todos os setores da instituição. E o acordo é feito por escrito. Não é bagunçado não. O servidor tem que elaborar o pedido por escrito, informando o incremento da meta de produtividade no período solicitado. Aí o chefe imediato autoriza, ou não. Tudo registrado em sistema on-line, que será conferido no retorno do servidor, que deverá demonstrar o cumprimento da meta.
      Resumindo: para trabalhar em casa, tem que produzir mais.

      Abraço!

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    3. Entendi. Legal esse sistema, aumenta a produtividade e flexibiliza os horários do trabalhador. Sistema legal para ser implementado no setor privado também. Abcs e obg por compartilhar.

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  4. E quando você não tem opção ?

    Essa geração "millenials-mimada" quer trabalhar naquilo que gosta, quer escolher o quanto vai ganhar, quer escolher se "abre mão de x pra viver mais" MAS e quem não tem opção ?

    ...

    Como dizia Merovingian: Escolha é uma ilusão criada entre aqueles que tem poder e aqueles que não tem.

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    1. E vc vem falar para mim. Eu sou um millennial, assim como você se nasceu de 1981 a 1996, e também não tenho escolha. Alias...a escolha é largar o seu emprego atual e buscar um que tenha essa flexibilidade. Precisa é coragem para fazer isso né. Abcs

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  5. Olá,
    Tenho 32 anos, e solteito, e recentemente fiz exatamente essa escolha.
    Trabalhava muito, praticamente todos os dias da semana, acordava muito cedo, e ganhava muito bem girava em torno de uns 40-45k líquidos ao mês.

    Trabalhava há 2 anos e poucos na empresa, mas não podia tirar ferias nada. Se eu saisse, o trabalho estaria aguardando igual. Era muito trabalho.
    Pedi demissão.
    E fui procurar outras opçoes de trabalho isso depois de pedir demissão. Se não arrumasse nada iria aproveitar e viajar estudar línguas.

    Mas logo que pedi demissão surgiram oportunidades, e uma delas, com opção de tirar férias quando eu quiser praticamente (tempo que eu quiser), claro que se eu não trabalhar, náo vou ganhar. Mas ganhei a liberdade de escolher trabalhar ou escolher folgar sem receber.
    Iria ganhar algo em torno de 30k. E estava super feliz já. Mas ai para minha supresa, como estou com tempo sobrando, acabo conseguindo ganhar com outras fontes de renda extra, sem a obrigação de fazer esse extra.

    Enfim,
    Algum dia escrevo para te contar mais detalhes e quem sabe vc fazer um estudo do meu caso.

    Att

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    1. É exatamente isto que queria ter como opção. A possibilidade de escolha de poder parar por um mes (sem receber) e não perder o emprego. Poder viajar ou mesmo fazer um tratamento de saúde mais prolongado, etc. Enquanto isso, temos que adiar tudo isso em prol de receber no final do mês pelo tempo de vida despendido.
      Mande seu estudo quando puderes. Abcs

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  6. Interessante artigo.
    com certeza dinheiro não é o mais importante. É sempre bom lembrar que trabalhando o trocamos pelo nosso recurso mais escasso, nosso tempo, que nada mais é que uma medida da nossa própria vida.
    Uma forma interessante de se pensar é em qual o nosso salário por hora real, real mesmo, já considerando nas horas todo o tempo que gastamos em trânsito, levando preocupação para casa, etc. No fim, a troca por um trabalho menos estressante, mais perto de casa e assim por diante, pode se refletir em um salário por hora virtualmente igual a um outro onde o crédito mensal na conta corrente é maior.
    publiquei um artigo de um livro que toca bastante nesse mérito.
    Confere lá no meu blog, espero que contribua para a discussão.

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    1. Muito boa colocação F. Estamos vendendo uma parte de nossa vida. Precisamos ser bem pagos por isso ou ter mais liberdade em troca.
      Se contabilizarmos todos os minutos despendidos, incluindo deslocamento e tudo mais veremos que trabalharmos muito mais de 44 horas semanas, ou no meu caso asi de 60h semanais.Vou visitar seu blog sim. Abcs

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  7. Meu maior problema com a IF temporária é que se eu ficar 3 meses fora do trabalho quando eu voltar meu posto já estará ocupado. Seria ótimo trabalhar bastante por alguns meses e fazer uma viagem longa (e lenta) para um país onde o custo de vida é mais baixo. Mas essa possibilidade existe apenas em algumas profissões.

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    1. Idem aqui. Se eu ficar 1 semana sem ir já me substituem...felizes que quem tem a possibilidade nao é. Abcs

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  8. Fiz um post recente sobre o assunto. Estou tentando uma transferência para uma unidade mais próxima do meu outro serviço. Está sendo uma das formas que achei para melhorar minha qualidade de vida, já que não posso abdicar da minha jornada dupla nesse momento.

    Sobre a enquete, diminuiria facilmente 15% do salário para trabalhar próximo de casa ou em ambientes menos estressantes.

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    1. Legal AF. Creio que a maioria que respondeu até agora abriria mão de alguma porcentagem em troca de mais tempo e qualidade de vida. Abcs e deixe o link do post ai se quiser.

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  9. Eu aceitaria facilmente 50% e na verdade já fiz essa proposta na empresa que trabalhava mas na época o sindicato vetou.
    Mais cada caso é diferente eu já queria empreender e usaria esse tempo adicional pra tocar meus projetos e trabalhar pra mim.

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    1. Infelizmente poucas empresas ainda topam fazer estes acordos. Na verdade não é vantajoso para eles que certamente terão que pegar outro profissional para dar conta da demanda e só os encargos trabalhistas no Brasil já desanimam qualquer empresário a pensar nisso...mais uma vez que sofre pelo custo-Brasil somos nós. Abcs

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  10. Votei em 50% ou mais, meu sonho de consumo seria poder trabalhar menos e não ter que parar de vez. Infelizmente não só meu empregador como toda a industria em que trabalho não oferece esse tipo de coisa, eles fazem um investimento enorme em treinamento e querem tirar o máximo de proveito do empregado. No meu caso será uma estratégia burra pois meu "patrão" mal sabe que se ele oferecesse para eu trabalhar mês sim e mês não poderia cortar mais de 50% do meu salário que ainda sim iria continuar trabalhando para ele, mas pelo visto terá que se preocupar em contratar e treinar do zero outro funcionário a partir de Maio do próximo ano quando chutarei o balde desse lugar....

    Sr. IF365

    Blog do Sr.IF365 | Acompanhe meus últimos 365 dias antes da IF e Aposentadoria Antecipada
    www.srif365.com

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    1. Exatamente meu caso também 365. Se tivesse a opção de trabalhar mes sim e mes não, eu não me importaria em abrir mão de 50% do salário hoje mesmo! Abcs

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    2. Somos 3 então. Estou no mesmo barco.

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