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OLHA A INFLAÇÃO AI DE NOVO (JUNHO 2019)

A série "Olha a inflação ai de novo" é uma edição mensal onde o AA40 divulga e comenta o IPCA do mês anterior tendo em mente o investidor FIRE.

A inflação é, sem dúvidas, o grande vilão de qualquer plano FIRE. O aumento dos preços acima de seus rendimentos líquidos por um certo período pode desestruturar todo seu plano e te levar a consumir o principal. Com isto em mente vamos acompanhar neste post continuo que atualizaremos periodicamente quando o IBGE divulgar um novo IPCA.



Junho 2019

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Maio 2019 variou 0,13% e ficou 0,44 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de abril (0,57%). Foi o menor resultado para um mês de maio desde 2006 (0,10%). A variação acumulada no ano foi de 2,22% e o acumulado nos últimos doze meses foi de 4,66%, abaixo dos 4,94% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2018, a taxa havia sido de 0,40%. Quatro dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados mostraram deflação em maio. O impacto negativo mais intenso (-0,14 p.p.) sobre o IPCA de maio veio de Alimentação e bebidas (-0,56%), que havia subido 0,63% em abril. No lado das altas, destacam-se os grupos Habitação (0,98%), com impacto de 0,15 p.p., e Saúde e cuidados pessoais (0,59%), com impacto de 0,07 p.p. (Fonte: IBGE)

Comentários

Ufa, finalmente uma desaceleração da inflação após meses preocupantes. Alguns dizem que foi sazonalidade, outros discordam mas o fato é que ficamos longe da deflação que alguns economistas de menor caráter sorrateiramente estavam falando e divulgando no intuito claro de pressionar o Banco Central a cortar ainda mais os juros na marra.
Deflação é definida por uma queda nos preços, ou seja, IPCA negativo. Onde vimos isso? Na verdade o IPCA de 12 meses continua acima da meta. A meta está em 4,25%aa e o acumulado, como o IBGE divulgou acima, está em 4,66%, então o argumento de deflação é uma grande falácia. Mesmo que tivéssemos tido deflação, precisaríamos ter vários meses seguidos de deflação para anular uma inflação de 4,66%, quiçá para levá-la a zero, portanto caro leitor, apesar das notícias terem vindo boas este mês não se deixe levar pelo que dizem estes "economistas de porta de corretora" pois se o Dr. Campos Neto, presidente do BC for um cara sério como falam, não se deixará contaminar pelos ruídos que surgirão de um IPCA um pouco menor, algo que tanto precisávamos.

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Maio 2019

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA de abril foi de 0,57% e ficou 0,18 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de março (0,75%). A variação acumulada no ano foi de 2,09%. Essas duas variações são as maiores para um mês de abril desde 2016 (0,61% e 3,25%, respectivamente). O acumulado dos últimos doze meses foi para 4,94%, contra os 4,58% nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2018, a taxa foi de 0,22%. O material de apoio do IPCA está à direita desta página.
O resultado do IPCA de abril sofreu forte influência dos grupos Alimentação e bebidas (0,63%), Transportes (0,94%) e Saúde e cuidados pessoais (1,51%). Juntos, estes três grupos responderam por 89,5% do índice do mês, com impactos de 0,16 p.p., 0,17 p.p. e 0,18 p.p., respectivamente. O grupo Artigos de residência, com -0,24%, foi o único que apresentou deflação em abril (IBGE em 10/maio de 2019)

Comentários

Caros leitores, parece que a velha vilã não está tão morta como muitos pensam e venho alertando há algum tempo. Vemos agora a Inflação superando o quartil superior da meta do Banco Central mas a última reunião do Copom a unanimidade foi por manter a Selic em 6,5%, o menor patamar da história mesmo o governo com as contas deterioradas e sem nenhum sinal de melhora sem as reformas.  Ou seja, o governo precisa de dinheiro pois está gastando muito mais do que arrecada mas não quer pagar por isso. Quem vai continuar financiando-o sem a devida compensação? As reformas prometidas poderão também ficar muito aquém do previsto e apenas adiar o problema.
Com o benchmark da renda fixa (CDI) em torno de 0,51% ao mês, qualquer inflação acima disto leva a um retorno real NEGATIVO dos investimentos, ou seja, quem vive de renda fixa está perdendo poder de compra, o que é péssimo e obriga o investidor a tomar mais risco em um conturbado cenário político nacional e um cenário internacional de guerras comerciais que ameaça o crescimento global. Tempos difíceis meus caros FIREEs. Diga ai nos comentários se seu retorno mensal em Abril foi maior que 0,57%:




....Anteriormente....



Abril 2019

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA de março foi de 0,75% e ficou 0,32 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de fevereiro (0,43%). Esta foi a maior taxa para um mês de março desde março de 2015 (1,32%). A variação acumulada no ano foi de 1,51%, a maior para o período desde 2016 (2,62%). O acumulado dos últimos doze meses foi para 4,58%, contra os 3,89% nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março de 2018, a taxa foi de 0,09%. 
PeríodoTaxa
Março de 20190,75%
Fevereiro de 20190,43%
Março de 20180,09%
Acumulado no ano1,51%
Acumulado nos 12 meses4,58%
O resultado do IPCA de março sofreu forte influência dos grupos Alimentação e bebidas (1,37%) e Transportes (1,44%). Juntos, estes dois grupos, que representam cerca de 43% das despesas das famílias, responderam por 80% do índice do mês, com impactos de 0,34 p.p. e 0,26 p.p., respectivamente. Comunicação, com -0,22%, foi o único grupo que apresentou deflação em março.
Fonte: IBGE


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11 comentários:

  1. Eu percebi isso que o Infomoney toda hora na pressão para os juros caírem. Claro eles pertencem a uma corretora querem mais que o investidor bote toda grana na bolsa e se ferre. Inflação negativa não existe no Brasil.

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    1. Concordo totalmente. O Brasil jamais teve deflação anual. Jamais ! Deflação não é algo positivo como podemos pensar, inflação é saudável para a economia mas até no máximo 3%, mais do que isso impacta muito na vida e nos investimentos

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  2. Realmente como diz anon acima inflação negativa não existe no brasil uma vez que tudo é indexado.
    Tem um blogs e investidores torcendo pra baixar o juros na marra, não sou economista , mas acredito eu que isso gera pressão no Dollar,e cria uma bolha no pais, o que vai fazer o pais voltar não é baixa juros nem estimulo ao crédito, são reformas e concessões e privatizações.
    Do ponto do FIRE, ficar atento a inflação geral é bom pra avaliar investimentos mas o impacta a vida é a inflação pessoal.

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    1. É isso, blogs torcendo para juros caírem devem estar sobrecomprados em bolsa, ou seja, não são FIREs. O movimento FIRE não prega apostar tudo em bolsa mas sim buscar renda e investimentos com crescimento sustentado sempre evitando ao máximo perder dinheiro (máxima de Buffet).
      Inflação destrói o poder de compra do FIREE como bem falaste e o impacto é grande. A inflação pessoal é um tanto difícil de se calcular mas seria o ideal para medir com maior precisão. Abcs

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  3. Um fire e minimalista então chega mais rápido na independência.

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    1. Não entendi a relação, mas sim e teoricamente um FIRE já é IF por definição.

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  4. Olá AA40!
    E olha que a cesta da inflação do IBGE costuma ser sempre complacente mostrando uma inflação mais bem comportada que outros índices como os do dieese ou fgv.
    Abraço!

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  5. Se voce montar series de IPCA de 5, 10 ou 15 anos vc sempre chega numa média proxima de 6%. Os ultimos dois anos foi baixo por conta do baixo crescimento mas só de incluir 2015 e 2016 a media volta para os mesmos 6%. Acho dificil escapar dessa media.

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  6. AA40

    Como faço pra saber quanto rende anualmente um título de renda fixa 120% do CDI?

    obrigado

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    1. Considerando um CDI anual fixo, basta multiplicar por 1.2 e diminuir o IR que varia com o tempo investido caso seja um CDB que cobre IR. Se for uma LCA por exemplo é direto 1.2xCDI anual.

      Rendimento passado se calcula facil aqui
      https://www3.bcb.gov.br/CALCIDADAO/publico/exibirFormCorrecaoValores.do?method=exibirFormCorrecaoValores&aba=5

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