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"OLHA A INFLAÇÃO AI DE NOVO" (Julho 2019)

A série "Olha a inflação ai de novo" é uma edição mensal onde o AA40 divulga e comenta o IPCA do mês anterior tendo em mente o investidor FIRE.

A inflação é, sem dúvidas, o grande vilão de qualquer plano FIRE. O aumento dos preços acima de seus rendimentos líquidos por um certo período pode desestruturar todo seu plano e te levar a consumir o principal. Com isto em mente vamos acompanhar neste post continuo que atualizaremos periodicamente quando o IBGE divulgar um novo IPCA.



Julho 2019

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho teve variação de 0,01% e ficou 0,12 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de maio (0,13%). A variação acumulada no ano foi de 2,23% e a dos últimos doze meses recuou para 3,37%, abaixo dos 4,66% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em junho de 2018, a taxa fora de 1,26%. (Fonte: IBGE)

Comentários

Era tudo o que o mercado queria para pressionar de vez o BC a cortar os juros na próxima reunião do COPOM no final do mês.
As apostas no corte da Selic já estavam altas com a provável aprovação da reforma da previdência hoje e agora com um IPCA praticamente zerado é dado como certo. Logicamente aproveitando-se do fato que o acumulado de 12 meses caiu forte devido a deixar de computar no intervalo de 12 meses o mês de Junho de 2018 cujo IPCA foi de astronômicos 1,26% (alguém ai lembra? Nós sim).
Ontem, estranhamente, a Petrobras anunciou queda nos preços dos combustíveis enquanto o petróleo não para de subir no mercado internacional.
Nada mudou em relação a maquiagem econômica feito pelo governo para mostrar a inflação que todos querem ver mas que ninguém realmente sente no bolso. A inflação real do seu bolso caro leitor é muito mais difícil de ser medida mas provavelmente você está sentindo.
O fato é que tudo está armado para o mercado ir a forra na renda variável nos próximos meses e os tubarões engolirem as sardinhas e os atrasados quando o vento mudar de direção, por que ele sempre muda, isto é a única certeza que podemos ter.
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Junho 2019

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de Maio 2019 variou 0,13% e ficou 0,44 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de abril (0,57%). Foi o menor resultado para um mês de maio desde 2006 (0,10%). A variação acumulada no ano foi de 2,22% e o acumulado nos últimos doze meses foi de 4,66%, abaixo dos 4,94% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2018, a taxa havia sido de 0,40%. Quatro dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados mostraram deflação em maio. O impacto negativo mais intenso (-0,14 p.p.) sobre o IPCA de maio veio de Alimentação e bebidas (-0,56%), que havia subido 0,63% em abril. No lado das altas, destacam-se os grupos Habitação (0,98%), com impacto de 0,15 p.p., e Saúde e cuidados pessoais (0,59%), com impacto de 0,07 p.p. (Fonte: IBGE)

Comentários

Ufa, finalmente uma desaceleração da inflação após meses preocupantes. Alguns dizem que foi sazonalidade, outros discordam mas o fato é que ficamos longe da deflação que alguns economistas de menor caráter sorrateiramente estavam falando e divulgando no intuito claro de pressionar o Banco Central a cortar ainda mais os juros na marra.
Deflação é definida por uma queda nos preços, ou seja, IPCA negativo. Onde vimos isso? Na verdade o IPCA de 12 meses continua acima da meta. A meta está em 4,25%aa e o acumulado, como o IBGE divulgou acima, está em 4,66%, então o argumento de deflação é uma grande falácia. Mesmo que tivéssemos tido deflação, precisaríamos ter vários meses seguidos de deflação para anular uma inflação de 4,66%, quiçá para levá-la a zero, portanto caro leitor, apesar das notícias terem vindo boas este mês não se deixe levar pelo que dizem estes "economistas de porta de corretora" pois se o Dr. Campos Neto, presidente do BC for um cara sério como falam, não se deixará contaminar pelos ruídos que surgirão de um IPCA um pouco menor, algo que tanto precisávamos.



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12 comentários:

  1. Concordo plenamente com vc AA40! Governo manobrando para mostrar uma inflação irreal, não é novidade. Um abraço

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    1. Exato. Só para enfatizar que mesmo o novo governo está fazendo isso também. Abcs

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  2. Faz sentido uma vez que aprovada a reforma da previdência a tendencia seria a inflação aumentar uma vez que isso irá destravar projetos pelo Brasil inteiro,ainda com o tal pacote do DAY after,como privatizações, liberação do FGTS . Aqueda na inadimplência começo já já o povo volta a consumir.

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    1. E vai acontecer isso mesmo, talvez demore ainda um pouco mas é só o brasileiro sentir que a coisa está melhorando que vai lá todo mundo consumir o que ainda nem tem e a inflação aumenta. Abcs

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  3. AA40 gosto muito dos artigos do Mises e dei de cara com um que fala justamente sobre o martírio de quem quer atingir a independência financeira. Fala sobre a crescente oferta monetária e como ela corrói o nosso poder de compra. Um trecho: "Agora, considere o cenário alternativo, no qual não há nenhuma criação de dinheiro, e a taxa de produção da economia cresça 3% ao ano. Nesse caso, ao se aposentar, seu padrão de vida que antes lhe custava $45.000 irá agora custar meros $21.000. E quando estivesse com 95 anos, seus gastos seriam de $8.500 por ano — em termos reais, sem nada tributado! Nesse caso os trabalhadores não apenas não teriam de correr contra o relógio da inflação, se desdobrando para acumular dinheiro antes da aposentadoria e sempre tendo de se preocupar em pesquisar novas maneiras de investir, como também qualquer pequena poupança que tivessem iria ter seu poder de compra aumentado anualmente.

    Portanto, no mundo de hoje, por causa de toda a inflação monetária criada pelos governos, mesmo que os salários cresçam no mesmo ritmo da inflação, as pessoas ainda assim têm de se sacrificar poupando bem mais do que consumindo; e ao se aposentarem e verem sua renda inevitavelmente cair, a maioria terá de redobrar seus esforços. Claramente, a sociedade estaria muito melhor caso os preços caíssem mensalmente, tanto em termos nominais quanto em termos reais — que é o que ocorreria caso não houvesse inflação monetária.

    Conclusão

    Para que uma economia cresça, de modo algum é necessário haver criação de dinheiro. O que determina o crescimento econômico é a acumulação de capital e a divisão do trabalho. O dinheiro é apenas um meio de troca, utilizado para facilitar as transações indiretas. Alterações na sua quantidade não só não trazem nenhum benefício para a economia, como, o que é pior, reduzem o padrão de vida das pessoas, dilapidando a poupança e o capital físico, além de provocar os ciclos econômicos."
    Segue o link: https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=992

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    1. Não há tanta novidade no que colocou aqui. Mas acho interessante reforçar (visando mais a primeira frase de seu último parágrafo) que hoje, a tecnologia já permite uma diminuição brutal do esforço de trabalho e que isso pode ter uma relevante diferença nesta visão de crescimento econômico. Mas teria que pensar mais sobre.

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  4. "Tudo está armado para o mercado ir a forra na renda variável nos próximos meses e os tubarões engolirem as sardinhas e os atrasados quando o vento mudar de direção"

    Descreveu meu sentimento quanto ao mercado nesses últimos meses... estou vendo e até alertando isso a pessoas que conheço, mas estão descendo a mão trocando longas posições de RF por RV, agora, depois de 10/15 mil pontos de IBOV subindo... Já passei por isso com Criptomoedas e estou vendo acontecer o mesmo, novamente. Desta vez espero ter aprendido.

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    1. Exatamente. É a velha e famosa FOMO em inglês ou seja, medo de ficar de fora ! Bitcoins foi exatamente assim em 2017. Abcs

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    2. AA40,

      Você quer dizer, com isso, que não é momento de ir pra renda variável? Se for isso, sinceramente, qual a solução então? Não arriscar e deixar o dinheiro rendendo 0,30% na poupança? Não temos muita opção. A renda fixa está no osso. O Tesouro Direto com taxas mínimas e os títulos privados compra-se risco em troca de uma mixaria acima do CDI, além de perder liquidez.

      Qual seria então, sua visão de alocação neste momento? Abs.

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    3. TumTum, dá uma lida no post de hoje sobre o que está acontecendo no mundo em relação aos juros. Francamente assustador. Leia a capa da Bloomberg de hoje. Não é momento de arriscar, uma bolha está em formação no mundo. O velho TD Selic não parecerá tão ruim se isto realmente acabar acontecendo. Abcs

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  5. Parabéns pelo blog AA40.
    Fiquei preocupado com o recente discurso do Paulo Guedes em evento da XP (https://www.youtube.com/watch?v=lSXP54B95Jg) : “Os juros devem descer ali na frente(…) para que não seja mais o paraíso dos rentistas… Que seja o paraíso dos empreendedores e o inferno dos rentistas. (Teremos) juros de 1%, 0,5%… Vai trabalhar vagabundo! – Paulo Guedes”...
    Gostaria de saber sua opinião.
    Abraço.

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    1. Obrigado Anon. Estou escrevendo um post sobre isso. Fique de olho

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