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ENTREVISTA: Conheça o Will FIRE, mais um exemplo que é possível chegar lá

Prezados leitores,
Dando seguimento a série de entrevistas com pessoas que já chegaram lá, ou seja, atingiram a IF ou FIRE no BRASIL, falaremos hoje com o nosso comentarista assíduo da blogosfera, o amigo Will FIRE. Te convido a conhecer mais da história dele e fazer perguntas no final: 


1) Will FIRE, obrigado por falar com o AA40 hoje. Você é um comentarista ativo da blogosfera e um dia comentaste que estaria disposto da falar sobre como foi sua jornada rumo a IF. Pelo conceito teórico de FIRE você não se enquadra 100% mas como falei ao i47, o que importa é seguir a maioria dos preceitos, sendo os principais ser frugal, poupar e investir. Mas vamos lá, poderia começar nos dizendo onde mora? 

Adotei o nick Will Fire. Acho que reflete a situação. Moro na capital de um dos estados do Sul do Brasil.   


2) Poderia nos contar um pouco quem é o Will FIRE e se a independência financeira foi algo que sempre buscou ou aconteceu por acaso? Quando se deu conta que seria possível viver de renda?

Queria iniciar com uma introdução: Acho maravilhoso o trabalho que a comunidade FIRE está desenvolvendo no Brasil.  Principalmente você. Parabéns AA40 pelo importante trabalho de educação, divulgação e espaço para o debate.

Há alguns anos, prometi a mim mesmo, não comentar nada sobre Independência Financeira com amigos, conhecidos ou quem quer que seja,  simplesmente porque não havia com quem conversar e quando tentava me achavam meio pretensioso (ou besta mesmo) ou sonhador, então passei a ficar quieto.

Ainda hoje tem muita gente que acha que o tema FIRE é para um bando de deslocados, irresponsáveis ou uma seita (sei lá), imagina há 30 anos quando comecei a me preocupar com isso. Tenho acompanhando diversos blogs sobre esse tema, com bastante interesse, percebi que muito se fala nas estratégias para a FI, mas pouco sobre a fase RE (até porque acredito que são poucos mesmo nessa fase). Então tomei coragem e resolvi contar um pouco da minha jornada e principalmente nas estratégias que adoto hoje na fase pós-acumulação.

Então vamos ao que interessa: Sempre gastamos (eu e minha esposa) menos do que ganhávamos, de maneira frugal, mas fazendo tudo que planejamos fazer. Sempre tivemos uma lista de sonhos e coisas a fazer escrita.

Minha primeira inquietação aconteceu ao ler o Pai Rico e Pai Pobre (lá pelo ano de 92). Comecei a devorar toda a leitura que eu conseguia sobre o assunto, mas não conseguia botar as coisas em prática.

Nosso primeiro orçamento anual completo e estruturado foi em 97(lembre-se que o Real é de 94 e antes disso não era possível fazer nenhum orçamento).
Daí ficou mais claro o objetivo FIRE (na época eu não sabia que era isso).

3) Obrigado pela força. Interessante a época que começou. Poderia nos contar um pouco sobre sua formação, trabalho, renda média ao longo dos anos? Teve alguma herança que te ajudou no caminho ou foi só self-made ?

Sempre trabalhei na área de tecnologia da informação. Sou mestre em Administração. Trabalhei inicialmente na indústria, depois fui funcionário público (não aguentei e saí) e finalmente virei bancário.

Nossa renda sempre foi boa para o padrão de vida que tínhamos no momento. Sempre conseguimos guardar toda a renda extra que entrava (13º, bônus, participação nos resultados, férias, etc.). As heranças foram pequenas então dá para considerar self-made mesmo. 

4) Legal. O assunto agora é Família: Qual o tamanho e o impacto disto nos seus gastos mensais antes e depois de FIRE?

Somos apenas eu e minha esposa. Estamos casados há mais de 30 anos. Ela é tudo para mim. Eu sou o gastador (mas não muito) e ela é quem economiza (mas não muito). 

5) Família pequena ajuda um pouco na jornada. Qual era a sua taxa média de poupança durante a jornada rumo a IF? Com que idade conseguiste atingir a IF?

Nossa jornada é baseada em uma estratégia que eu chamei de “alvo móvel”. Crie algo simples (lá por 98) para buscar nossa IF, segue a fórmula:

DM = Despesa Mensal
DM12M = Despesa média de 12 meses
AFD = Ativo Financeiro Desejado
AFA = Ativo Financeiro Atual
%IF = Percentual de Independência Financeira

DM12M = soma dos últimos 12 meses da DM / 12
AFD = DM12M * 250
%IF = ( AFA / AFD ) * 100

Defini isso sem muito conhecimento na época e somente depois entendi que significava uma retirada de 4,8% a.a.

Desta forma conseguíamos avaliar nossa situação constantemente (mês a mês ou ano a ano). Eu não defini um valor X a ser alcançado, nem uma data Y e nem um percentual liquido entre receita e despesa a ser aportado. Mas com alguma facilidade sobrava 20% no mês e algumas vezes mais de 90%. A média fica em 25%.  

Em função disso não ficávamos muito estressados para chegar lá (na IF), mas sabíamos que se mantivéssemos essa prática em algum momento iria acontecer. 

No primeiro mês do calculo estávamos com 10,5% de Independência Financeira. Em alguns anos, apesar dos nossos esforços, os ativos se desvalorizam e esse percentual chegou a cair.

As despesas também foram se ajustando e, em geral, crescendo de acordo com nossas necessidades (elas vão mudando conforme os anos vão passando). Por isso chamo de alvo móvel: tudo foi se ajustando conforme a jornada foi acontecendo.

Finalmente, em 2006 estávamos próximos ao objetivo de 100% então em dezembro juntando as férias, 13º, bônus, participação de resultados e os 2 salários extras de bancário superamos com folga os 100%.

Estávamos na IF aos 46 anos. O que conquistamos foi liberdade de decisão. Avaliamos a situação e achamos que minha esposa poderia parar de trabalhar (acho que foi uma espécie de prêmio pela nossa conquista). Eu estava em um momento profissional bom então, continuei a trabalhar até 2011.

6) Bem interessante esta estratégia do alvo móvel. Então você nem sabia sobre a TSR 4% muito comum nos planos FIRE/IF? Poderia nos contar um pouco sobre sua estratégia de retirada para as despesas recorrentes?

Na época da acumulação, os investimentos foram bem agressivos, estávamos basicamente alocados em renda variável, fundo multimercado e pouca coisa em renda fixa. A média de 20 anos de investimentos foi de 8,3% real (ex-inflação). Não tínhamos nenhuma aplicação que gerasse renda passiva.  

Foi depois da IF que começamos a migrar aos poucos para ativos que gerassem renda passiva. Inicialmente o Tesouro Direto e em 2007 iniciamos com Fundos Imobiliários.

Não vou comentar muito sobre a fase de acumulação porque a realidade atual mudou e a comunidade FIRE contribui mais para isso do que eu. Então vou destacar como fazemos hoje depois da IF.

Partimos do orçamento anual detalhado baseado nas nossas necessidades e tudo que queremos fazer no ano (lista de sonhos). Hoje as despesas representam 4% dos ativos (o que é uma coincidência em relação à TSR, mas talvez confirme que esse percentual está correto).  

Nesse orçamento são consideradas as despesas correntes (fixas e variáveis) e a renda passiva gerada pelos ativos. Não consideramos aqui as despesas em ativos (explico a seguir). A renda passiva hoje é de 6% dos ativos.

Deixando claro, nossas despesas são 4% e nossa renda 6% então sobra 2% por ano. Mesmo na fase pós-IF economizamos 33% da renda. 

Todo o valor da despesa do ano prevista no orçamento é antecipado para minha esposa em uma aplicação de curto prazo com resgate imediato, separado da carteira de investimentos. Ou seja, eu pago, para ela, antecipado tudo que vamos gastar no ano (serve como fundo de emergência e cobre as despesas).

Minha esposa administra esse fundo pagando todas as despesas. Ela é muito boa em cortar gastos ocultos (aumento da tv a cabo, celular, estacionamento, comidinhas, etc). Assim é ela que sabe se dá para comprar uma roupa ou sapato ou sair para jantar, por exemplo. Não me envolvo com isso.

Toda a renda passiva gerada é transferida de forma automática para esse fundo então, (como entra mais do que sai) a cada 6 meses avaliamos a situação e destinamos o que sobra.

Percebemos que estávamos guardando muito e gastando pouco então criamos um outro fundo exclusivo para Viagem. O que entra nesse fundo só pode ser usado em viagens, em geral, internacionais (sem negociação). Hoje, 40% do que sobra vai para esse fundo e o resto é reaplicado.

Vale salientar que, como os ativos estão aumentando ano a ano, a tendência é que o orçamento tenha um percentual menor que 4% com o passar do tempo. Na verdade iniciamos com 4.8% de TSR e agora já são 4%.

7) Puxa, muito interessante. Isto vai com certeza gerar muitas perguntas dos leitores que estão planejando hoje as estratégias de retirada futura. 
O quer você faz atualmente? Trabalha em algo que gosta de fazer? 

Trabalho em casa, quando quero, em uma profissão do futuro, mas isso é outra história, então não vou comentar.

8) Mistério !! Bom, conte-nos mais sobre que tipos de investimentos que tem hoje? Quais tinha durante a fase de acumulação e como isso mudou após passar para a fase de viver de renda?

Atualmente os ativos estão divididos assim:
70% - fundos imobiliários
25% - títulos públicos com cupom semestral
5 % - renda fixa e outros.

Eu sou o responsável por administrar essa carteira de ativos por isso aqui não são considerados os fundos mencionados antes (despesas e viagem) que são geridos pela minha esposa.

Como queremos manter os 6% de renda passiva só compro títulos públicos quando a rentabilidade está acima disso (mesmo os pré-fixados). Se o momento não é favorável não aportamos em ativos de renda passiva.

Agora como ficam as despesas em ativos? Despesas em Ativos são aquelas despesas para aquisição de ativos não financeiros que saem dessa carteira. Se quisermos trocar de carro (por exemplo) tem que sair dessa carteira de ativos.

Quando trocamos de casa (por uma de menor valor) há alguns anos, a diferença foi incorporada a carteira. Essas despesas ficam condicionadas a valorização da carteira. Se o ano não for bom elas podem ser adiadas.

Desta forma as despesas de viagens e as despesas correntes tem impacto zero sobre a carteira uma vez que foram antecipadas ou geradas com a sobra.

9) Mais um que está investindo pesado em FIIs. Isto prova que esta classe de ativo é fundamental para viver de renda. 
Quais dicas e truques você recomendaria para que está nos lendo e está começando ou já está há alguns anos na jornada FIRE ou IF? Você possui algum blog ou algo do tipo?

É muito difícil dar conselhos, mas posso falar da minha experiência.

Seja agressivo com os investimentos na fase de acumulação e mude o perfil dos ativos para ser defensivo na fase de usufruir. 

Não adianta sobrar bastante se seus investimentos não crescem bastante. Com o tempo o maior ganho vem da própria carteira e não dos aportes.

Separe as despesas correntes (tenha um orçamento) das outras despesas (lista de sonhos). Assim fica mais fácil ver no que vale a pena gastar ou não.

Tenha alguém como companheiro de verdade nessa jornada (esposa, marido, amigo ou parente). Sozinho é bem difícil.

Acho que a principal seria: Não seja muito rigoroso com seus objetivos e metas, seja flexível e adapte-se as situações e ao seu momento de vida. Não fique obcecado pelo número ou pela a data.

Você corre o risco de ficar como o cachorro que corre atrás do carro e quanto o carro para o cachorro não sabe o que fazer.

A jornada é mais importante do que o objetivo. Você quer melhorar sua qualidade de vida e ter mais liberdade então não troque de senhor para continuar escravo. Mude a maneira de ver a vida.

10) Legal Will. Fica evidente a diferença para um FIRE puro como costumo chamar aquele que não se arrisca tanto em renda variável nem na fase de acumulação (<30%). Você já foi bem mais agressivo na estratégia e felizmente deu certo. Eu AA40 prefiro aportar um pouco e/ou trabalhar alguns anos a mais mas ter certeza de chegar lá sem correr tanto risco, enfim, estratégias diferentes também em virtude do trabalho que tenho.
Agradecemos imensamente a disponibilidade para fazer esta entrevista aqui no AA40 Will. Certamente muitos de nossos leitores terão perguntas e comentários que ficarão abaixo. Se puder nos ajudar respondendo seria ótimo. Ninguém melhor que você para tal.  
Quer acrescentar algo ou deixar alguma última mensagem ou comentário? Muito obrigado !!!

Sem problemas. Será um prazer.

Caro leitor, trouxemos mais um exemplo que é possível chegar lá e existe várias estratégias para isso. Agora é com você! Faça suas perguntas para o Will abaixo: 





70 comentários:

  1. Will, durante a fase de acumulação o quanto vocês se privaram das viagens internacionais?

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    1. Boa pergunta. Na época nem sonhávamos em viajar para o exterior. Nosso sonho era conhecer o Brasil. Hoje conhecemos bem o Brasil e boa parte da America Latina, mas de fato algumas viagens tiveram que ser adiadas na época (me lembro de ter cancelado uma viagem para Fernando de Noronha e outra à Floresta Amazônica). Ainda possuímos uma lista dos países e lugares que queremos conhecer que vamos realizando a medida que o fundo de viagem viabiliza. Abraços

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  2. Interessante a narrativa e tal... mas... sem valores, perde-se muito valor (pun intended).

    O que uma pessoa considera FIRE pra outra não chega nem perto.

    Ganha 6% gasta 4% sobram 2%... Muito vago.

    No mais, legal saber a história.

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    1. É só fazer estas perguntas para o Will. Quem sabe ele abre sobre valores nos comentários. Abcs

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    2. Eu acho que a pergunta do M1M pode ser respondida pela mesma fórmula que o Will apresentou na postagem.

      Não existe um número mágico que funcione com todos, cada um precisa fazer ser próprio cálculo e chegar a sua realidade de FIRE.

      Abraços.

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    3. M1M, entendo o seu questionamento, mas ele faz pouco sentido na fase de usufruir e já faz 12 anos que estou usufruindo. Não dá para imaginar que durante 30 ou 40 anos você vai viver com o valor que projetado para 2006 (quando cheguei a IF). Conhece aquela frase: "agora que eu sei as respostas mudaram as perguntas". É o que acontece. Quando você atinge a IF o mundo não para (e nem você para) porque chegou lá. No outro dia a vida continua. O que muda é a maneira de ver o jogo. Por isso sempre achei melhor calcular tudo em percentuais em relação aos ativos que eu tinha no momento. Além disso se eu falar um número baixo (no ponto de vista de quem está lendo) vão dizer que eu sempre vivi como um miserável e se eu falar um número alto, por outro lado, vão dizer "Assim, até eu!". O fato é que o número em si não importa, mas sim o que seu capital rende ano-a-ano até o final da sua vida e o quanto você precisa para viver de maneira frugal e decentemente.

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    4. Anon, isso mesmo. Não tinha visto a tua resposta. Abs

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    5. "mas ele faz pouco sentido na fase de usufruir e já faz 12 anos que estou usufruindo."

      Discordo veementemente. O valor é muito importante para saber inclusive como seu portfolio se comportou, quais atitudes vc tomou pra continuar usufruindo do estilo de vida que vc tem (qual estilo de vida?), como vc lidou com as retiradas, o que vc deixou de fazer, etc.

      "Não dá para imaginar que durante 30 ou 40 anos você vai viver com o valor que projetado para 2006 (quando cheguei a IF)."

      O ponto é justamente esse. Lá em 2006 vc previu quanto? Quanto a inflação corroeu? Qual foi sua reserva? Qual foi sua "gordura" pra se segurar em tempos difíceis?
      Comparar quanto vc juntou com quanto vc gasta, como a inflação influenciou na sua qualidade de vida, como vc lidou com essa situação, como vc calculou a SUA aposentadoria precoce.

      "Além disso se eu falar um número baixo (no ponto de vista de quem está lendo) vão dizer que eu sempre vivi como um miserável e se eu falar um número alto, por outro lado, vão dizer "Assim, até eu!". "

      O que vão pensar sobre vc pouco importa, tem gente que consegue ser FIRE com R$50k/ano outros não se vêem sem ao menos R$50k/mês...

      Vou falar de mim: R$50k/ano pra mim não são o suficiente. Apenas de viagem no ano já devo gastar metade disso. E o interessante de trocar experiências é justamente isso, "calçar os sapatos" do outro e perceber como e por que ele pensa daquele jeito. Falando em percentual nada adianta, pois é impossível "deduzir" a realidade dele.

      Enfim, poderia refutar com mais mil argumentos, mas não irei. Fica a crítica aqui e, no mais, parabéns pela aposentadoria precoce!

      Penso em fazer o mesmo quando meu portfolio atingir a casa dos 5MM em valores atuais (tem muito chão ainda).

      Abraços!

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    6. Só lembrando que TSR considera reajustar os saques todo ano pelo IPCA então a inflação não deve corroer nada teoricamente.
      M1M, você se considera um frugal? 5 Milhões você precisa (17mil/mes)?

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    7. M1M, respeito sua opinião e entendo sua frustração. Mas acredite minha jornada de acumulação não serve como exemplo para nada. Será apenas um história curiosa. Tinha conta no Bamerindus, investia em papéis da Mesbla, e operava na bolsa de Valores de São Paulo.

      Não era possível fazer nenhum orçamento e o dinheiro não tinha valor constante. Então não dava para utilizar nenhuma das métricas citadas por você. Você pergunta quanto a inflação corroeu o patrimônio. Pois eu te digo existiam vários índices de inflação e quase todos pouco confiáveis.

      A moeda mudava e não adiantava converter as suas series temporais para a nova métrica. A nova moeda era inventada exatamente para você perder essas referencias.

      Meu primeiro apartamento foi financiado pelo BNH e foi quitado porque eu recebi meu salário com 80% de aumento e o saldo devedor só foi ajustado uma semana depois.

      Então, durante essa semana, eu peguei tudo que eu tinha e quitei o financiamento. Dois dias depois a Caixa Federal disse que não era possível quitar dessa forma, mas eu ignorei e pedi o Termo de Quitação. A Caixa me deu a quitação e depois de uns dias também definiu que não daria mais Termos de Quitação. Meu ap estava pago.

      Isso é só um exemplo. Parece uma jornada FIRE?

      Por isso, achei mais produtivo falar de como faço hoje na fase de usufruir. Não estou vivendo as dores da fase de acumulação atualmente e a comunidade FIRE é mais competente do que eu quanto a isso.

      Abraços e boa sorte.

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    8. Era até uma dúvida minha. Depende se a pessoa é minimalista ou mora em região de baixo custo. A IF pode vir com 50k ao ano tranquilamente. Imagine alguém que ganhe 3000 por mês, se ela tirar isso no fire tá aí a independência.

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  3. Will,

    Uma dúvida minha é o que fazer depois que atingir o FIRE. No teu caso e da tua esposa logo que entraram nessa fase como se estruturaram mentalmente para encarar todos os dias como se fosse um sabado ou domingo? Houve algum choque do tipo, e agora o que vou fazer na segunda feira, na terça feira etc...???

    obrigado

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    1. Talvez esse seja o maior desafio. A parte financeira parece até mais fácil. Depois da IF minha esposa deixou de trabalhar logo em seguida. Eu trabalhei por ainda mais 5 anos. Durante esse tempo mudamos para uma casa de menor valor, mas em um bairro com muito mais qualidade de vida, ajustamos nossas despesas e trocamos o perfil dos investimentos. Não tem como dizer que essa etapa não trás angustia e algum sofrimento. No inicio minha esposa comentava que ficava com um pouco de (vamos dizer) vergonha por estar usufruindo a vida, mas por outro lado sabia o quanto a gente tinha batalhado para conquistar essa situação. Depois quando eu parei já estava bem sereno. Agora é só alegria. O que me incomoda, um pouco, é o fato de pessoas da minha geração, que são próximas da gente, estarem ainda na corrida dos ratos sem entender nada do que esta acontecendo com suas vidas. Envelhecendo, sofrendo e sem enxergar uma solução. A gente gostaria de ajudar, mas não consegue. Depende da cada um. Por isso o trabalho da comunidade FIRE é fantástico. Abraços.

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    2. Obrigado pela resposta Will.
      Uma forma de ajudar é apresentar blogs como este do AA40 e assuntos relacionados a IF para seus amigos. Com certeza uma sementinha a gente consegue plantar. Depois é com eles.

      abs,

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  4. Interessante.. o Will não pensa/pensou em ter filhos?

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    1. Foi acontecendo ao natural. Conversávamos se era o caso ou não de ter filhos. Adiamos um pouco e depois o tempo foi passando. Acho que só não tínhamos o talento necessário para isso. Não teve nenhuma relação com a vida financeira.

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    2. Interessante... eu e minha esposa não pensamos em filhos pode ser que essa ideia mude uma vez que somos novos, 31 anos.

      São basicamente dois pontos que nos avaliamos, o principal seria ter uma criança no mundo merda que vivemos (segurança, educação, etc) e o segundo ponto é o financeiro.

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  5. Olá AA40, parabéns pela entrevista, bem legal!

    Will, interessante sua fórmula. Depois vou tentar aplica-la em minha situação. Sobre a flexibilidade, estou seguindo seu conselho. Não tenho uma data, nem valor fixo, mas sim algumas projeções. E elas podem mudar conforme o tempo como bem conta.

    De pergunta, gostaria de entender melhor esse ponto "Não adianta sobrar bastante se seus investimentos não crescem bastante. Com o tempo o maior ganho vem da própria carteira e não dos aportes"

    Poderia compartilhar a estratégia que usava com ações? Chuto que você não usou buy&hold o tempo todo.

    Abraço!

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    1. II, por favor tente aplicar a fórmula. Para mim seria muito bom ouvir a opinião de outra pessoa sobre esse método maluco que inventei há muitos anos e nunca tive a oportunidade de comentar com ninguém.

      Quanto a frase deve-se a força mais poderosa do Universo, segundo Einstein: os juros compostos. O número mais universal é uma rentabilidade de 5% a.a. Então, se a sua taxa for acima disso o crescimento da carteira será mais rápido e a participação dos aportes cada vez menor.

      Por isso, sempre fui para a renda variável e busquei uma rentabilidade acima de 8% a.a.. Fundos multimercado, Fundos de ações e ações diretamente. Preferencialmente buy&hold, mas sempre se olho no mercado para me posicionar melhor (uma ou dois ajustes por ano). Em 2008 depois da queda forte do mercado, fiz os ajustes mais significativos e recuperei bem a perda. Abraços.

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    2. Will, fiquei interessado em saber como lidou com o crash de 2008. Vc já tinha ativos suficientes pra IF, mas continuava trabalhando, né? Tinha quantos % em ações nessa época? Vc vendeu logo no início o patrimônio que tinha em ações e comprou quando tava tudo barato? Segurou por muito tempo? Pergunto pq sofri esse crash e perdi 50%. Mas na época eu tinha pouco, então não perdi muito em valores absolutos.

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    3. No final 2007 minha carteira de ações (cerca de 50% do total) tinha dado um resultado de 26% (ex-inflação). Eu não sabia o que iria acontecer, mas sabia que alguma coisa iria acontecer. O mercado não sobe eternamente. Na época da crise eu estava em viagem no exterior então eu combinei com meu corretor que se essa carteira caísse 10% ele deveria vender tudo a mercado, sem questionar. Meu raciocínio era de que pelo menos eu salvava algo como 15% do resultado do ano anterior. Feita as contas, após a venda perdi cerca de 11%. O restante dos ativos estavam em um fundo multimercado de bastante sucesso e já tinha uma parte em 2 FIIs. Nessas posições eu não mexi. O que foi resgatado ficou na renda fixa e eu avaliando a situação. Fui me posicionando durante mais ou menos 1 ano em títulos públicos e FIIs que pagassem bem. Na época avaliando com cuidado era possível achar FIIs de bons gestores e multiativos que pagavam 11% a.a. de DY. Em 1 ano mais ou menos recuperei a posição e peguei uma onda altista nos FIIs que foi até 2010. Abs

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  6. Estou mais curioso em relação à essa profissão do futuro, assumindo que seja na área de TI, só pode ser com Inteligência Artificial ou Cientista de dados

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    1. Anon, esse é um assunto para mesa de bar acompanhado de uma cervejinha. Abraços.

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  7. Muito legal a entrevista, a gente lendo se imagina já nessa situação de tranquilidade. Eu penso também nisso de ter um fundo, acho que não precisa ter necessariamente investimentos que te paguem periodicamente, vc pode se organizar e ter títulos que consiga rendimento um pouco maior vencendo em datas que dê pra tirar o dinheiro que vc vai usar por um ou dois anos.. Aí sim deixa uma parte em qualquer coisa que renda algo e vc possa tirar.. Tipo SELIC ou algo do tipo.
    E acho mto importante ter algum trabalho que dê pra fazer esporadicamente. Acho que dá uma sensação de se manter ativo e claro com alguma renda, dinheiro novo.. Mesmo que seja pouco mas é bem importante principalmente pro psicológico.

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    1. Anon, sua estratégia, de tirar antecipado para custear despesas de 2 anos (por exemplo), é boa. Gostei. Vou avaliar.

      Minha estratégia em relação ao trabalho é exatamente essa. Estamos bem alinhados. Abraços

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  8. E bom ver O brasil se interesar em FIRE.
    Parabens

    Dividend Pursuit

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  9. Boa entrevista. Um fato que deve ser percebido é que o Will FIRE não se separou e nem casou com uma mulher perdulária. Separar ou casar com quem consome muito é receita direta para a pobreza e a escravidão. Tenho muitos conhecidos que quebraram após a separação. Provavelmente o Will FIRE é casado em comunhão de bens (mt comum naquela época) e poderia potencialmente quebrar se viesse o divórcio, a gente sabe que a mulher sempre fica com mais de 50% do patrimônio e ainda mais a pensão.

    Abraço e parabéns pela vitória Will!

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    1. Frugal

      Sem desviar muito o foco aqui que é a história do Will. Mas aproveitando o gancho em relação aos comentarios que postou. tenho uma dúvida.
      Digamos que eu e minha esposa não temos nada de patrimonio, e que de repente recebemos uma herança de R$ 5 milhões, nesse caso tenho direito a 50% e ela aos outros 50%. Bom, com tamanha herança resolvo demitir meu chefe, e vou viver dos rendimentos desses R$ 5 milhões. No meio do caminho me separo, e temos 1 filho. Além de dividir os R$ 5 milhões ainda tenho que pagar pensão sendo que não trabalho mais??? A renda q vou ter para viver será a mesma renda dela, ou seja, R$ 2,5 milhões pra cada um.

      obrigado

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    2. KSPOV, depende do regime do casamento. Em resumo, pela comunhão parcial e pelo regime de separação de bens, a herança não é do casal, mas do herdeiro, e não será dividida com a separação. Agora, a possibilidade de pensão existe para quem vive de renda, sim.

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    3. Na verdade, a " pensão" não é para a mulher, é para a criança. Aí depende da situacas de cada um, se e guarda compartilhada, cada semana a criança fica com um dos pais, nao tem o que de pensão. Se cada um contribuir meio a meio com educação, saúde, lazer, etc. Agora se é um pai que quer curtir a vida e deixar a mae com toda a responsabilidade, ai tem que pagar pensão mesmo.

      Quando tem acordo, se for amigável, tranquilo, agora se vacilou feio, traiu a mulher, aí sim, merece pagar pensão dobrado. 😀

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    4. Frugal, por isso comentei que é preciso ter um verdadeiro parceiro nessa jornada. Casamos com comunhão parcial de bens, há mais de 30 anos. A "casquinha" é ela.

      Quanto a herança meu entendimento é o mesmo do Jardineiro.

      Abraços.

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    5. Esse frugal é o maior pão duro, pode ter 2 milhões em ações na bolsa que vai continuar levando marmita pro trabalho.

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    6. Existe pensão pra mulher ou homem que o juiz dá depois da separação, que visa equalizar a diferença de renda dos dois para manter o padrão de vida que tinham quando casados, é muito comum a mulher sempre receber porque ganha menos mas já vi casos de mulheres que ganhavam mais que o homem e foram obrigadas a pagar pensão pro ex-marido. Pensão essa que varia de acordo com a escolaridade da pessoa, mulheres graduadas por exemplo, o juiz entende que não deve haver pagamento por mais de 1 ano, que elas tem condições de procurar emprego e se arrumarem.

      No caso deles específico acredito não haver pensão pois os dois vivem de renda e o patrimônio em tese seria dividido meio a meio em eventual separação.

      Geralmente a divisão pode ser negociada em comum acordo sem intervenção do juiz, mas caso ocorra traição e ela comprovar, pode sim ficar com raiva e arrancar até 90% como já vi casos.

      Espero que o Will e sua esposa sempre tenham um casamento saudável e duradouro.

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    7. Anon das 21, vc ainda não viu nada.
      Pro almoço, ou vc pede um ifood que é caro, gorduroso, salgado e pode demorar de 40min-2h pra chegar, ou pode sair no sol escaldante do norte, andar, chegar suado num restaurante e comer suando o tempo todo pq o ar condicionado daqui nunca presta (muito menos o dos restaurantes) e depois de encher a barriga voltar andando suando, com a possibilidade de ser assaltado e chegar molhado no trabalho, OU vc pode fazer uma refeição nutritiva, saudável e de boa procedência na sua casa e comer ali na hora sem depender de motoboy ou enfrentar sol ou chuva para almoçar. O fato da refeição ser de marmita não significa nada. Tem umas coroas no meu trabalho com patrimônio 5x maior que o meu que tb levam as marmitas delas que as cozinheiras delas fazem em casa, pelas mesmíssimas razões que eu citei aqui. Agora se vc acha que só pq a pessoa tem algum dinheiro vai ter que se aventurar todo dia pra almoçar, vc está muito enganado. Abraço!

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  10. Acho show quando vc encontra essas "moscas brancas" que já estão FIRE a algum tempo, a falta de exemplos que comprovam que é sim possível de aposentar cedo no Brasil ainda me assusta e acredito que assuste muita gente também. Já conhecia um pouco da história do WillFIRE mas a entrevista foi mais a fundo, assim como o M1M disse ficou um gostinho de conhecer os números para nos um pouco de noção de grandeza de quanto realmente custa ser FIRE no Brasil. Mesmo assim a história do WillFIRE é inspiradora e tira um pouco do meu medo quanto ao futuro.

    Vida longa à comunidade FIRE Brasileira e espero que um dia essas essas entrevistas virem podcasts como acontece nos EUA, se ninguém aproveitar a oportunidade eu vou acabar criando o meu quando tiver tempo!rs

    Sr.IF
    www.srif365.com

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    1. Um podcast em português seria extremamente sensacional. Seria uma contribuição inestimável para a comunidade FIRE brasileira.

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    2. Seria legal o IF365 fazer isso. Acho que alguns outros bloggers fazem já algo parecido pois já vi algo assim por ai, apesar de nunca ter ouvido (prefiro ler).
      Infelizmente não vou me aventurar nisso. Mal consigo tempo para fazer estas postagens. Quem sabe quando eu atingir FIRE consiga tempo.
      Abcs

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    3. SrIF365, tenho acompanhado a sua trajetória, parabéns pela sua coragem e determinação. A busca FIRE não é romântica e nem sexy (li em um outro blog FIRE).

      Ser FIRE não é para os fracos. Vejo o quanto você está pagando para conquistar essa liberdade, inclusive em termos de sua saúde e da SraIF365 também.

      Se arrependa do que fez e não do que não fez. O medo faz parte, mas será recompensador. Boa sorte e conte comigo. Abraços.

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  11. Muito bacana a entrevista. Espero daqui a alguns anos (9 anos aproximadamente) também poder contribuir.

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    1. Ricardo, espero ter ajudado com alguma informação. Depois de tomar a pílula vermelha e sair da Matrix não tem mais volta, só nos resta seguir em frente. Boa sorte. Abraços.

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  12. AA40,

    Gostei da entrevista e dos comentários. Esse tipo de post é muito importante, pois podemos aprender grandes e preciosas lições com pessoas como o Will Fire.

    Gostaria de destacar esse trecho:
    "A jornada é mais importante do que o objetivo. Você quer melhorar sua qualidade de vida e ter mais liberdade então não troque de senhor para continuar escravo. Mude a maneira de ver a vida."
    Quando o foco está apenas no objetivo não é raro nos esquecermos da jornada, sendo que a jornada é a própria vida.

    Abraços,
    Simplicidade e Harmonia

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    1. Realmente nunca é demais sermos lembrado disso não é mesmo. Muito bom! Abcs

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    2. S&H, valeu. Interessante como o nick das pessoas, em geral, refletem a sua personalidade. Parece ser o seu caso. Abraços

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    3. Will,
      Eu ainda não havia pensado nisso, gostei do que disse. :)

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  13. Bom dia pessoal!

    Parabens pelo post aposenteaos40! Eu particularmente acho bom d+ ler histórias de quem já chegou lá, são inspiradoras! Acho que no caso do willfire a construção de um relacionamento estável foi muito importante. Casos de separação bem na fase de acumulação são desastrosos! Tudo bem que dá para recuperar, mas pode ser bem difícil dependendo do caso.

    Também senti falta dos valores hard, mas entendi que isso é meio complicado. O número mágico de cada um é bastante diferente, e está na dependência de inúmeros fatores.

    Meu objetivo é alcançar FIRE para poder trabalhar apenas com a parte da minha profissão de que eu gosto. Fazer isso agora seria bastante arriscado pois é uma área onde é tudo ou nada. No dia que eu puder bancar isso vai ser ótimo.

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    1. Anon, espero ter ajudado. Não desista dos seus sonhos. Abraços e boa sorte.

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  14. Adorei a entrevista. Gostei principalmente de saber que ele tinha uma forma de cálculo da independência financeira que é praticamente igual a minha, que ele chama de alvo móvel. Bom saber que ele conseguiu!
    O triste é verificar que o rendimento que ele obteve nos anos 90 e início dos anos 2000 não é mais possível realisticamente. Para nossa geração, vai demorar bem mais mesmo com a taxa de poupança.

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    1. E vai piorar Jardineiro, vem ai a tributação de jcp/dividendos e possivelmente dos FIIs, veja:
      https://www.valor.com.br/brasil/6079699/guedes-acena-com-tributacao-de-juros-sobre-capital-proprio

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    2. Renda fixa continua mesma coisa?

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    3. Jardineiro, para mim é muito bom saber que meu modelo não era tão esquisito assim. A realidade dos anos 90 era completamente diferente da atual. Por isso preferi focar mais em como eu faço hoje. Abraços.

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  15. "Somos apenas eu e minha esposa. Estamos casados há mais de 30 anos. Ela é tudo para mim." Oooooown! Como recém-casada, espero chegar aos 30 anos de casada tendo o respeito e cumplicidade que o WillFire e Sra. WillFire tem!
    Ter um parceiro na jornada FIRE realmente me parece essencial! Meu marido é frugal mas não tanto quanto eu, e está se alinhando à mentalidade FIRE.

    Sobre uns comentários acima, digo que existem PESSOAS perdulárias. Não apenas mulheres, não apenas homens. A ideia de que as mulheres só querem gastar dinheiro dos homens é tão retrógrada quanto a ideia de que é o homem que tem que por o pão na mesa de casa e sustentar a mulher e família.

    Aliás, tenho um dúvida sobre esse assunto: como vocês organizam contabilmente/tributariamente as finanças do casal? Tem conta conjunta? Como fica a questão do IR? No CPF de quem ficam os investimentos? Vocês fizeram algum estudo sobre esse assunto?

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    1. Acho que ficou claro na entrevista que os investimentos todos são gerenciados pelo Will (deve estar no cpf dele) e que a esposa gerencia o saldo da renda passiva, contas de casa, quanto e com que pode gastar ou não.

      Acredito que o sucesso deles foi responsável pelo fato de não terem filhos, a mulher muda muito por causa dos hormônios da gestação e com certeza ela não iria mais olhar a IF com os mesmos olhos e iria querer dar tudo do bom e do melhor pro catarrento, deixando de ser frugal e se tornando gastona, pagando escola de 2 mil reais, comprando brinquedos e roupinhas que usa só 1 vez, levando ele pra passear sempre e etc.

      Por isso, mesmo que pareça machista, a mudança de hormônios na mulher pode sim vir botar tudo a perder na gastalança desenfreada que é ter um príncipe enzo e querer mimá-lo ao extremo, colocando tudo a perder.

      Quero ver pais frugais com 2 milhões em ações tendo coragem de colocar o príncipe na escola pública e comprar roupas de 2 números a mais pra economizar, essa eu quero ver.

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    2. Engana-se anon, não tenho bem 2 milhões ainda mas não anda longe e meus dois filhos vão no colégio público sim, claro que não vivo em uma capital como SP ou não daria. Roupas até 3 numeros maior! Frugal é frugal cara, veja que W.BUffet ainda mora na mesma casinha velha, tem um carro velho e come macdonalds todo dia. Só brasileiro tem essa mania de guardar dinheiro para gastar mais.

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    3. Calma pessoal. A pergunta é boa e agora vai esquentar. Todo o patrimônio (ativos, carro, casa, etc) está no CPF da Sra. Will Fire. Portanto confiança total nela. Toda a renda passiva vai para ela também.

      Temos 2 contas correntes: uma conjunta onde está vinculado o fundo de despesas e uma só no meu CPF onde está vinculado o fundo de viagem. Temos procurações de plenos poderes ou específicas de um para o outro então posso operar todos os ativos em todas as instituições.

      O IR fazemos em conjunto.

      O que tivemos que pensar e estruturar foi a sucessão, porque não temos descendentes. Simplificando ficou assim.

      Fizemos um testamento que a parte de um vai para o outro no caso de morte de um de nós dois. No caso de morte dos dois vai para os sobrinhos.

      No caso da minha morte ela fica impedida de mexer na conta conjunta até o inventário. No mais a vida segue.

      No caso de morte dela eu só posso movimentar apenas o fundo de viagem até o inventário. Então eu sou beneficiário de um seguro para viver até lá (final do inventário) e pagar as despesas de ITBI, etc.

      Essa é a fase 3: FIRE após a morte. hhhh

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    4. Meus parabéns por ter encontrado uma Sra Will Fire de respeito e confiável, tanto que até já resolveram a questão de sucessão e morte.

      Agora Warren Buffet vivendo naquela casinha xexelenta com bilhões em ações já é doença mental de acumulação mesmo, pra que guardar dinheiro se não for pra gastar e viver bem posteriormente na fase FIRE ? o Will mostrou ser possível desfrutar da vida.

      Cuidado com a doença de acumulação, há acumuladores de gatos, de lixo e de dinheiro também aparentemente, que não conseguem se livrar dos gatos, do lixo e nem gastar o dinheiro acumulado.

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    5. Ei de discordar de você Anon. Recomendo vc a assistir entrevistas e palestras de Buffett e verá o quão ele é feliz fazendo isso. Ele não quer e não precisa de mais nada na vida. Ele doa bilhões todo ano para caridade então é acumulação sua doença mas sim querer continuar fazendo algo na vida e o que ele mais gosta é ganhar dinheiro e isto é tão natural para ele quanto comer todo dia. Assista para ver como o que vc falou é mentalidade de brasileiro basicamente! Abcs

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    6. A Sra. Will Fire agradece. Principalmente a parte de Sra. de respeito. Abraços.

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  16. Sem perguntas.
    Só agradecer pela entrevista. Muito bacana. Entrevistas como essas nos mostra que é possível e real. E nos dá uma injeção de ânimo para prosseguir na jornada.

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    1. FP, espero ter contribuído. Não desista. Boa sorte e abraços.

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  17. Eu prometi a mim mesmo que não comentaria mais no Blog, em prol da harmonia e por respeito ao AA40. Mas além de ter sido citado na Introdução da entrevista, muitos aspectos do que o Will FIRE expos me tocaram e resolvi fazer um último comentário;
    - É natural que pessoas que já chegaram na independência financeira, numa jornada iniciada nos anos 80/90 não seja um caso 100% FIRE, até porque esse conceito nasceu, ou ao menos se difundiu, anos depois. Eu diria que mesmo hoje, existem milhões de pessoas buscando a IF no Brasil, por diversas motivações, mas pouquíssimos se balizam pela filosofia FIRE no perfil de investimento, no sentido da frugalidade e no desejo de aposentar mais cedo.
    - Por toda turbulência Macro Econômica do Brasil nos últimos 30 anos, acho que dificilmente vão encontrar alguém que atingiu a IF no Brasil aos 45-48 anos sem ter investido fortemente em renda varíável durante pelo menos metade da jornada. E talvez, estou dizendo talvez, quem não esta avançado nesta caminhada e não aproveitou os últimos 10 anos de Ouro dos Juros, garantindo títulos de alto rendimento por longo prazo, terá que rever seu plano e optar por: correr mais riscos nos investimentos, aportar mais, esticar a jornada.
    Nada é pra sempre(tai o Guedes de olho nos dividendos), então a renda fixa não é tão fixa, e por isso a retirada deve ser móvel como disse o Will, pois a formula tem que ser dinâmica.
    No mais, meus parabéns ao Will e sua esposa, essa parceria é tudo!
    Sucesso à todos e a este excelente Blog! Fico por aqui!

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    1. Eu também não ia comentar mais no blog mas o AA40 escreve bem, faz bons artigos e traz entrevistas sensacionais como essa, o problema é que ele é um velho turrão e fica dando xilique de adolescente.

      Mas sigo comentando pois os comentários em anônimo estão liberados.

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    2. I47, bem vindo de volta. Novamente peço desculpas pelas farpas no outro post, estava em um dia ruim. Ainda espero que me autorize a re-publicar sua entrevista. Seus comentários são sempre bem vindos, assim como o de todos, desde que tenhamos moderação. Abcs

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    3. I47, bem comentado.

      Quanto a jornada FIRE. Nem sabia o que era. Fui trocando a asa do avião durante o voo.

      Sobre o Brasil dos anos 80/90: Não dá nem para descrever como era o Brasil com uma inflação de 80% ao mês. Os investimentos que fiz simplesmente não existem mais, nem as empresas, nem a bolsa, nem os bancos. Nada.

      Me parece que as condições atuais são mais civilizadas e, em consequência disso, os retornos serão menores e o tempo será maior.

      Finalizando, acho que ter um blog, manter, receber paulada e dar umas pauladas também é um trabalho nobre. Um espaço para discussão sempre vai gerar atritos e isso é o que o torna interessante e nos faz crescer.

      Não tenho procuração do AA40, mas te peço para continuar colaborando. Será enriquecedor para a comunidade FIRE no Brasil.

      Abraços e Boa sorte

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    4. procuração autorizada kkkk. Abcs

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  18. Will, você mora em uma capital vc disse. Não pretende morar na praia ou em um sítio no interior? Você gosta de morar em cidade grande com um custo de vida maior e mais estressa?

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  19. Em 2014/2015 analisamos seriamente qual o melhor lugar para morarmos. Visitamos várias cidades no litoral e interior que selecionamos (com IDH alto e mais de 100 mil habitantes). Gostamos de várias no entanto ficamos inseguros em relação ao atendimento médico, então concluímos que não seria bom para nós. Avaliamos novamente a capital em que moramos. Em 2016 trocamos de casa para uma menor, em um bairro bem residencial e de melhor qualidade de vida. Tem muitas facilidades (ciclovia, parque, shopping, mercado, cabeleireiro, academia, diversos restaurantes, etc) e conseguimos fazer quase tudo de bicicleta ou a pé (quase não usamos mais o carro). Inclusive estou querendo vender o carro e ficar sem, mas a Sra. Will Fire ainda não comprou a ideia. Então considero que a nossa situação é equivalente a viver em uma cidade do interior (alguns amigos até dizem que é isso mesmo). Agora estamos perto de um grande hospital e a casa tem a possibilidade de instalar um elevador no futuro, se a coisa ficar complicada para um de nós. Quanto ao estresse de cidade grande, eu não tenho, há algum tempo, uma vez que não tenho horário fixo e nem obrigatório para fazer nada. A única coisa que incomoda é a segurança, mas acho que isso seria na maioria dos lugares. Abraços.

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  20. Semestre apurado e mais um aporte no Fundo de Viagem. Acho que esse ano vai rolar mais uma viagem internacional. Planejamento iniciado. heheheh. Abraços.

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  21. Will e AA40, parabéns pela entrevista. É realmente inspirador conhecer casos de pessoas que atingiram a IF, pois gera mais motivação para continuar essa caminhada.

    Eu tenho duas perguntas:

    - Como lidar com amigos e parentes que não possuem a mentalidade FIRE?
    - Se você pudesse voltar no início da sua jornada, e pudesse dar um conselho para você mesmo, qual seria?

    Um abraço

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    1. Quanto a primeira: Tentei há alguns anos conversar com amigos e parentes sobre a IF, mas foi muito frustrante então cansei e parei de falar. Sair da corrida dos ratos é muito difícil. Todo o sistema é feito para que você fique nela e se sinta confortável. Então com o tempo fui desistindo de tentar trocar ideias sobre esse tema.

      O fato é que hoje muitos amigos e parentes não entendem nossa situação FIRE, acham estranho ou "exótico" e também não perguntam. Se perguntassem provavelmente eu também não diria quase nada. Não falo nada de valores, rentabilidade, aplicações com ninguém. Minhas únicas conselheiras são a Sra. Will Fire e os estudos constantes.

      Foi com a comunidade FIRE no Brasil que me senti a vontade para voltar a falar no assunto (mesmo assim com sigilo).

      Quanto a segunda: é difícil das conselhos: A) comece a sua jornada o mais cedo possível, assim tempo joga a favor de você. B) Tenha sonhos, planeje como alcançar e corra atrás deles (intenção sem ação é ilusão). C) Estude, estude e estude.

      Abraços.

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